Mudanças em tempos de Covid-19

Tempos difíceis pedem um novo olhar. Diante do contexto do Covid-19, percebemos que teríamos que nos adaptar. Durante a nossa história, vimos o modelo Flexível, também conhecido como Flex , surgir nesse universo do financiamento coletivo, mas sempre fomos entusiastas das campanhas que seguiam a dinâmica do Tudo ou Nada. Se você acompanha o nosso trabalho, já deve ter visto a gente falando do Tudo ou Nada por aí ou pelas nossas redes sociais. Em resumo, nos últimos 9 anos de trabalho e pesquisa, constatamos que o modelo Tudo ou Nada é muito mais eficiente que o modelo Flex. Isso porque a urgência e a necessidade de atingir uma meta transformam apoiadores em mobilizadores. Ao mesmo tempo, no Tudo ou Nada, a meta mínima dá tranquilidade aos realizadores – que só recebem os recursos se forem suficientes para execução do mesmo, e os colaboradores – que sabem que se a arrecadação não for suficiente, o dinheiro será estornado. Agora, com a pandemia, o cenário mudou. Desde o início do isolamento social, temos recebido diversas campanhas de pessoas que estão se mobilizando para tentar reduzir os impactos dessa crise. No nosso canal especial benfeitoria.com/covid, recebemos projetos para suporte aos sistema de saúde, como aumento de leitos e equipamentos para hospitais, suporte a comunidades e pessoas em situação de vulnerabilidade, apoio ao pequeno comércio, entre outros.  Nesse momento, todo centavo importa. Por isso, decidimos abrir o modelo Flex na Benfeitoria para campanhas de causas emergenciais. Ou seja, as campanhas Flex que abraçarem uma causa do tema Covid-19 vão receber o que arrecadar, batendo ou não suas metas financeiras. Além disso, também reduzimos a nossa sugestão de taxa da plataforma para as campanhas Flex sobre a Covid-19. A Benfeitoria sempre trabalhou com comissão livre, ou seja, a pessoa responsável pelo projeto é que decide quanto pagar pelo serviço da plataforma. Para manter o nosso modelo sustentável para todos, a gente sugere que a taxa do serviço seja de 9%. Mas para as campanhas Flex com o tema da Covid-19, nossa recomendação é que a taxa da plataforma seja 3,5%. Quer saber mais sobre nossas taxas? Clique aqui.   Lançar o modelo Flex e reduzir a nossa sugestão de taxa foram duas medidas que encontramos para ajudar as pessoas que já estão se mobilizando para reduzir os impactos do coronavírus.  Se você quer participar da nossa rede de apoio, compartilhando ideias e possíveis ações para contribuir nesse cenário, clique aqui. Cada um conta muito e, juntos, vamos passar por isso. 

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Como o Recorrente impulsiona meu canal no Youtube

“Por que pagar pelo que eu já tenho de graça?” – à primeira vista, pode parecer mesmo difícil de entender. Mas em pouco tempo, percebemos que uma assinatura na modalidade de crowdfunding Recorrente é muito mais do que pagar por um produto ou doar dinheiro; é a oportunidade de fazer parte de um clube, uma rede de pessoas com objetivos em comum. UM CAFÉ LÁ EM CASA, como o próprio nome já sugere, é um programa feito em casa, em família. E assim como em toda família, no “café” cada um faz sua parte para manter a casa em ordem. Acontece que o programa foi crescendo, crescendo e passou a exigir mais atenção e investimento. Com isso, vimos que era hora de expandir a família também. Primeiro, experimentamos uma plataforma de colaboração online que parecia bacana, mas dava muita dor de cabeça… Por sorte, logo encontramos a Benfeitoria e lançamos nossa campanha no Recorrente. Ficamos livres das enxaquecas! Aliás, mais do que isso: a equipe foi muito solícita desde o desenvolvimento inicial da página, até qualquer dúvida que volta e meia ainda possa surgir. Foram eles, inclusive, que nos deram algumas das dicas que usamos até hoje para conseguir novos colaboradores e mantermos fiéis os antigos. Criar um grupo fechado no Facebook que nos aproxime dos assinantes, por exemplo, foi uma delas. Ali formamos uma rede que confiamos para entender melhor quem é o nosso público e o que ele busca, além de ser um espaço para lançar qualquer novidade em primeira mão. É importante entender que quem colabora não o faz apenas pelas recompensas, mas por se identificar com o projeto e entender sua relevância. Fazer parte do nosso clube, como costumamos dizer, significa a responsabilidade concreta de tornar o projeto realidade. Cada uma das colaborações é de fato importante para mantermos nosso programa – que é aperfeiçoado a cada novo benfeitor. Hoje podemos dizer que grande parte da estrutura do UM CAFÉ LÁ EM CASA já é financiada pelos nossos colaboradores. Mas calma, isso não significa que as recompensas não sejam importantes. Elas são sim – e muito! Elas nos aproximam dos assinantes e são aquele “empurrãozinho” final para conquistarmos mais pessoas. Quer um exemplo? Uma de nossas recompensas é transmitir as gravações dos programas ao vivo, sem cortes. Mas nem todo mundo sabe como isso é legal antes de experimentar, certo? Por isso, fazemos algumas lives de menor duração e de forma pública em nossa página, para todo mundo ver! Assim conseguimos “dar um gostinho” do que temos a oferecer. Outra dica é sair um pouco do ambiente online e investir em recompensas “físicas”. No nosso caso, um dos brindes é uma caneca personalizada, igual a que usamos no programa. É uma forma dos nossos assinantes levarem para casa um pedacinho do “nosso café” e se sentirem realmente parte do projeto. E quando digo “parte do projeto”, é pra valer. Não é apenas sobre o valor, é sobre o gesto. É sobre construir algo junto e ficar feliz com isso. É sobre contar com orgulho que é assinante quando te encontra, é sobre mandar fotos quando recebe a caneca em casa, é sobre acreditar no todo sendo apenas um. E aí, vamos fazer isso juntos? [+] Envie o seu projeto em: benfei.to/recorrente [+] Conheça a campanha em: www.benfeitoria.com/umcafelaemcasa Por: Nelson Farias | Realizador do Projeto Um café lá em casa.

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Em busca de sonhos pela metrópole

Este artigo foi escrito por Guilherme Karakida, caçador de impacto da Benfeitoria, a pedido da nossa equipe. Em junho de 2015, entrei para a rede de caçadores de impacto na Benfeitoria. A minha história com a plataforma de financiamento coletivo, porém, começou em novembro de 2014, quando financiei uma casa de emergência no valor de R$5.500 para o TETO. A Benfeitoria se destaca das outras plataformas por não aderir a uma lógica produtivista que se importa mais com quantidade do que com qualidade. Na plataforma, todo projeto precisa ter impacto coletivo e ser de interesse público, independente da área. A lógica é tudo ou nada. Isso significa que as metas devem ser atingidas para o realizador receber o dinheiro. Caso contrário, o dinheiro é estornado para todos os benfeitores – apoiadores do projeto. Outra característica que me atraiu – também quando a escolhi para arrecadar fundos para a casa de emergência – é ser uma plataforma de financiamento que não cobra comissão. Paga quem quiser e se quiser. A única taxa obrigatória é da Moip, integradora financeira responsável por todas as transações financeiras da Benfeitoria. Esse posicionamento da organização revela que o lucro não está acima do interesse de transformar a realidade. No início do ano, a Benfeitoria fez uma chamada para o programa de Caçadores de Impacto: uma rede de pessoas interessadas em todos esses assuntos que teriam a missão de buscar projetos interessantes e formatá-los para o financiamento coletivo. Ser caçador de impacto era uma oportunidade ao meu alcance de tirar projetos incríveis do papel por meio de um crowdfunding. Ao mesmo tempo, teria acesso a uma rede com a mesma motivação de popularizar o financiamento coletivo e com vontade de melhorar o mundo. Entrei com o propósito pessoal de encontrar iniciativas com potencial na metrópole, local que a Benfeitoria apresenta menos entrada e cujos indicadores sociais são mais baixos. Por trabalhar na Casa Fluminense, espaço de diagnóstico e proposta de políticas públicas para a metrópole do Rio, acumulei rede em territórios diversos, o que facilitaria o trabalho de mapeamento e interlocução. Descrever a experiência – curta, aliás – como caçador de impacto sem mencionar o Gomeia Galpão Criativo seria um erro. O primeiro espaço de coworking da Baixada Fluminense reunia pessoas que já faziam a diferença na Baixada Fluminense, região estigmatizada pela violência e pobreza. Esses atores trabalhavam em rede espontaneamente e estabeleciam parcerias no seu cotidiano. A ideia de trazer todo mundo para o mesmo telhado só oficializava uma dinâmica que acontecia naturalmente. Ao optarem por compartilhar o espaço, os custos diminuíam, a potência e as conexões se maximizavam e, por consequência, o impacto coletivo se ampliava. Faltava, no entanto, dinheiro para tornar possível essa vontade coletiva. Assim, no dia 1 de julho de 2015, entrei pela primeira vez no Gomeia e apresentei a Benfeitoria. Eles gostaram da proposta e avaliaram que havia alinhamento entre as duas organizações. Decidiram lançar o crowdfunding na mesma semana no valor de R$29.000,00 para uma pequena reforma no espaço. A meta, diga-se de passagem, era ousada porque a Baixada Fluminense não tem cultura enraizada de colaborações financeiras, o que tornava o desafio ainda maior. A campanha foi um sucesso. Teve feijoada, apoio massivo de organizações da sociedade civil e pessoas reconhecidas dos mais diversos setores que gravavam vídeos reforçando a importância da iniciativa. Para mim, a trajetória produziu aprendizados. O mais importante talvez seja que quando protagonistas do mesmo território se reúnem, com brilho no olho e mesmo objetivo, a probabilidade da mobilização ser bem-sucedida se multiplica. Aos poucos, esses protagonistas locais ressignificam a Baixada Fluminense como polo cultural criativo. A saga como caçador de impacto metropolitano continua. Mais projetos aparecerão ao longo do caminho e, com isso, novos aprendizados. Para a Benfeitoria, assim como para uma parte significativa das organizações, criar uma comunidade ativa e contínua segue como um dos principais desafios. Só sei que me sinto afortunado por estar participando de tudo isso e espero que esteja apenas começando.

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