Marcha das Margaridas chega a sua 6ª edição

O florescer de milhares de mulheres a favor de uma sociedade livre Entre os dias 13 e 14 de agosto – mulheres do campo, da floresta e das águas – marcham juntas rumo à Esplanada dos Ministérios, em Brasília/DF, em defesa de direitos igualitários, dentro e fora do campo, contra a violência, racismo e todos os retrocesso sociais. Desde o seu surgimento, em 2000, a Marcha das Margaridas vem se construindo como a maior e mais efetiva ação de luta feita por mulheres e para mulheres. E este ano, mostrou novamente sua força ao arrecadar aproximadamente R$ 130 mil reais via financiamento coletivo. Mas vamos voltar um pouquinho pra explicar onde tudo isso começa. Antes do Ato oficial, em agosto, a semente da Marcha das Margaridas é plantada ao longo de 4 anos (entre uma edição e outra). E é nesse caminhar, que a construção acontece! As caravanas se reúnem nas comunidades rurais para refletir, debater e propor sobre seus desafios e anseios. O nome do projeto tem história e chama Margarida Maria Alves, líder sindical assassinada em 12 de agosto de 1983, por defender os direitos de trabalhadores rurais. Já falamos aqui no blog, como o financiamento coletivo pode ser também uma ferramenta de luta, mobilização e de resistência! Para fazer com que a Marcha das Margaridas fosse ainda mais potente esse ano, o projeto lançou uma campanha de crowdfunding aqui na Benfeitoria que recebeu o apoio de 1.120 pessoas! Além disso, todo o dinheiro arrecadado será usado para despesas, incluindo locação de espaço, saúde, alimentação, divulgação, comunicação, e claro, dos custos de deslocamento das Margaridas dos campos e das florestas para Brasília. Você pode conferir todo o cronograma de despesas aqui. A Marcha contará com a participação da atriz Letícia Sabatella, painéis e diversas atividades coletivas, até a parada final, nas proximidades do Congresso Nacional. Somos TODES margaridas!

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Crowdfunding: o que é e como funciona?

Também conhecido como financiamento coletivo, o crowdfunding é uma ferramenta para arrecadar recursos para tirar projetos do papel! A princípio, ele pode parecer uma vaquinha online repaginada. Mas, na verdade, essa dinâmica é ainda mais potente! Além de financiar uma ideia, é uma excelente maneira de testar produtos e serviços, e construir comunidade. A Benfeitoria é uma das plataformas pioneiras em crowdfunding no Brasil. Ao longo de 8 anos de história, a plataforma já movimentou mais de 41 milhões de reais, viabilizando mais de 2.300 projetos. Mas afinal, como funciona o financiamento coletivo? Modelos de Crowdfunding: Atualmente, o financiamento coletivo possui três diferentes modalidades: Pontual, Recorrente e Matchfunding. Cada uma delas, possui a sua dinâmica para arrecadação de recursos. Mas uma característica é comum – e fundamental – em todas: Elas precisam que o Coletivo abrace a sua ideia!  Financiamento Coletivo Pontual O crowdfunding Pontual é ideal para quem quer tirar projetos da gaveta! Funciona assim: você estipula metas financeiras que deseja alcançar, define um prazo para arrecadar esse valor (de 1 a 60 dias) e propõe diferentes faixas de colaboração financeira. Cada pessoa colabora com o quanto quiser/puder e, para cada faixa de colaboração, é oferecida uma recompensa em troca. Essa recompensa pode ser simbólica, pode ser produto ou uma experiência.  Um dos maiores exemplos de financiamento coletivo Pontual no Brasil é a campanha Queermuseu. Depois de sua polêmica censura, a exposição chegou ao Rio de Janeiro através do crowdfunding. A campanha arrecadou R$ 1.081.176,00 através da colaboração de mais de 1.600 pessoas, batendo o recorde nacional de arrecadação até aquele momento. Financiamento Coletivo Recorrente Já o crowdfunding Recorrente é para projetos, artistas e outras iniciativas que buscam sustentabilidade financeira e engajamento de rede. O apoio aqui é contínuo, feito a partir de colaborações mensais. Funciona como um clube de assinaturas, ou seja, as pessoas que apoiam os projetos dessa dinâmica tornam-se assinantes. Um exemplo de campanha Recorrente é o projeto Casa 1, um centro de acolhida de jovens LGBT expulsos de casa pela família. Todo mês, a campanha arrecada quase R$ 100 mil reais para manter o espaço de portas abertas e continuar realizando suas atividades culturais.  Matchfunding  O Matchfunding é a modalidade turbinada do financiamento coletivo. O funcionamento é bem simples: para cada real que uma pessoa colocar em uma campanha de crowdfunding, a organização parceira do projeto coloca mais um valor, podendo duplicar ou triplicar a arrecadação. É bom para o projeto, que recebe um impulso a mais. É bom para o colaborador, que recebe a recompensa em dobro. É bom para o parceiro, que ajuda a tirar projetos relevantes do papel com a ajuda da inteligência coletiva. Conheça as vantagens do financiamento coletivo! Além de arrecadar recursos, o crowdfunding é uma excelente ferramenta para divulgar seu projeto e engajar a sua rede. Além disso, ajuda a testar uma ideia, já que o retorno do público funciona como um termômetro de interesse coletivo antes mesmo de investir no projeto. Na hora de criar uma campanha de financiamento coletivo pontual, é possível escolher entre as opções “Tudo ou Nada” ou “Flex”. Tudo ou Nada ou Flex: o que escolher? Lembra que você precisa definir uma meta financeira e um período para arrecadar o dinheiro? No Tudo ou Nada, quando a campanha chega ao fim e a meta mínima não é batida, o dinheiro é estornado e os valores voltam para as pessoas que apoiaram os projetos. O valor da campanha só é destinado ao projeto se a meta mínima for alcançada. Já na opção Flex, a pessoa recebe tudo o que arrecadar, independente se o valor é o suficiente para realizar alguma etapa do projeto ou não. No último ano, o Bando fez uma análise de dados entre as maiores plataformas do país e comprovou que, de fato, as campanhas que atuam no modelo Tudo ou Nada arrecadam muito mais que as campanhas que usam o modelo Flex: A Benfeitoria é entusiasta da dinâmica do Tudo ou Nada porque acreditamos que ele reforça a confiança e a transparência! Afinal, o colaborador sabe que o dinheiro dele vai ser investido no projeto que ele acredita e o responsável pelo projeto tem a segurança de que vai receber o valor mínimo para viabilizar a sua ideia, sem correr riscos de se comprometer a entregar um projeto sem o valor suficiente para isso. Agora que você já sabe os conceitos básicos do financiamento coletivo, é só decidir qual dos modelos é o ideal para o seu projeto e colocar a mão na massa! Para saber mais, acesse benfeitoria.com/envieoseu! 

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Crowdfunding para livros: como funciona?

O crowdfunding virou uma alternativa para lançamentos de livros. Cada vez mais, autores, escritores e pessoas que amam contar histórias e querem dividi-las com o mundo procuram a ferramenta, também conhecida como financiamento coletivo, para tirar projetos da gaveta. Afinal, com a crise do mercado editorial brasileiro no ano passado, editoras diminuíram tiragens e cortaram lançamentos de 2018 e 2019. Nesse cenário, ficou ainda mais difícil contar com essa forma de financiamento para produção de livros e obras independentes.   E é aí que o crowdfunding entra… Já falamos por aqui como o financiamento coletivo também é uma forma de resistir e incentivar a cultura. Durante a história da Benfeitoria, conhecemos diversas pessoas que buscaram o crowdfunding para publicar seus livros e suas histórias. Ao todo, já tivemos mais de 100 projetos bem sucedidos com esse tema, arrecadando aproximadamente R$ 1.800.000,00 através da mobilização de 14 mil pessoas. Ou seja, quase 2 milhões de reais!! Mas você pode estar se perguntando: será que o crowdfunding é uma boa alternativa para o meu projeto? Vamos te dar 3 motivos que mostram que a resposta é sim! Menos risco O crowdfunding pode funcionar como uma pré-venda do seu livro. Como você precisa que pessoas colaborem com a sua campanha, essa mobilização acaba virando um termômetro do interesse que as pessoas têm na sua ideia. Já imaginou investir a sua grana em um livro que pode não vender tão bem depois? Você provavelmente sairia no prejuízo. No financiamento coletivo, não tem esse risco, já que galera já abraçou a sua ideia antes mesmo de começar a produção. Engaja a sua rede Uma das potências do crowdfunding é juntar a galera para apoiar uma ideia. Seus colaboradores vão ter diferentes perfis e isso é normal. Algumas pessoas vão participar para comprar seu livro, outras irão apoiar porque curtiram o tema do seu livro… E tem aquelas que amam o seu trabalho e vão adorar fazer parte dele! Esse sentimento de “cheguei junto” é muito poderoso!  Ajuda na divulgação  Para bater a meta, é fundamental que você divulgue a sua campanha. Ou seja, você começa a divulgar o seu livro antes que ele seja lançado, contando a sua história para o mundo! Histórias que passaram pela Benfeitoria  A Bambual Editora é entusiasta do modelo crowd para lançar seus livros! Suas campanhas já arrecadaram mais 200 mil reais. Para Isabel Valle, publisher da Bambual, é uma experiência “sempre tensa e emocionante”. Para Isabel, um dos principais desafios de uma campanha de financiamento coletivo é entender como comunicar a sua ideia e alcançar o público certo para gerar engajamento. Ou seja, a dica da Isabel para quem tá começando agora é: “Identificar muito, muito bem o público que se interessará pelo livro e preparar a comunicação toda para esse público”. O livro Água Comovida também passou pela plataforma, batendo todas as metas da campanha para contar a história de uma menina que vivia em plena seca do sertão do Cariri e de seu desejo por gerar vida. Um projeto abraçado por 250 pessoas! Como funciona? O crowdfunding é mais do que uma vaquinha online! É um convite para que as pessoas abracem o seu projeto e colaborem para que ele aconteça. Cada campanha possui metas financeiras e uma série de recompensas que funcionam como contrapartidas para pessoas que apoiam o projeto. Afinal, a relação é ganha-ganha. Aqui na Benfeitoria, é Tudo ou Nada! Ou seja, se bater a primeira meta, você leva o que arrecadar. Caso a meta não seja batida, a gente estorna os valores das colaborações e ninguém sai perdendo.  Agora que você já sabe como o crowdfunding funciona, vem começar o rascunho da sua campanha! É só clicar aqui. 

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Admirável Financiamento Novo

Desbravar mundos desconhecidos é atividade constante entre nós que fazemos da geração Y. A única certeza que temos é a da mudança, o que era hoje pode não ser amanhã; inovar não é mais uma escolha, já se tornou obrigação num ambiente que se desenvolve a uma velocidade mais rápida que o Papa-léguas.  Entre as muitas coisas que me assustam, a palavra “financiamento” se encontra no top 5. Tenho pesadelos com financiamento de imóvel, carro e negócios por motivos de juros compostos. Você entra num financiamento de R$ 100 mil com uma taxa de 8% ao ano, em 5 anos esse valor magicamente se transformará em R$ 146 mil, ou seja, quase metade do inicial. Num país com alta inadimplência como o Brasil devido a vários fatores – alto custo de vida para a população, desemprego elevado, baixos salários -, é preciso pensar dez vezes antes de entrar num financiamento, e se assim o fizer, negociar as melhores formas de pagamento e taxas de juros, para não correr o risco de endividamento e atrapalhar o planejamento financeiro. Nesse cenário, eis que surge uma luz no fim do túnel, uma ponta de esperança para tiramos nosso projeto do papel: seja uma publicação de livro, comprar equipamentos para começar um canal no YouTube ou iniciar um pequeno negócio, o crowdfunding está aos poucos se consolidando como uma alternativa segura e eficaz para dar vida aos nossos sonhos. “Crowd-o-quê”? É de comer?”   O Crowdfunding, em português financiamento coletivo, e̶m̶ ̶e̶s̶p̶a̶n̶h̶o̶l̶ ̶f̶i̶n̶a̶n̶c̶i̶a̶m̶i̶e̶n̶t̶o̶ ̶c̶o̶l̶e̶c̶t̶i̶v̶o̶,̶ em ̶l̶a̶t̶i̶m̶ ̶f̶i̶n̶a̶n̶c̶i̶a̶m̶e̶n̶t̶u̶m̶ ̶c̶o̶l̶l̶e̶t̶i̶v̶u̶m̶, lançou as bases para mostrar ao mundo que é possível engajar a sociedade para financiar coletivamente causas, produtos, eventos e mais uma série de objetivos. O conceito em si não é novo, pois desde sempre a “vaquinha” é prática comum entre muitas pessoas que desejam apoiar projetos de amigos e familiares, o que as fintechs do setor de financiamento coletivo fizeram foi juntar todos esses ingredientes que estavam dispersos e criaram um bolo maravilhoso. A taxa de sucesso de 75% mostra que entre os 1800 projetos bem sucedidos na Benfeitoria,  há quase 250 mil pessoas que acreditaram e contribuíram financeiramente para o nascimento de inúmeros livros, álbuns de música, causas sociais, escolas, hospitais e mais um monte de coisa bacana. Abaixo vão 5 vantagens em ter seu projeto financiado coletivamente na Benfeitoria, em relação a um financiamento tradicional: #1: Divulgação Você amplia a possibilidade de comunicação do seu projeto para além da sua rede, pois a partir do momento que ele está na web pode chegar em redes que normalmente não chegaria; #2 Reduz o risco Financiar coletivamente diminui o risco financeiro do seu projeto, já que há muitas pessoas – e não só você – colaboram para que ele saia do papel; #3 Relação ganha-ganha Aqui na Benfeitoria o financiamento coletivo é tudo ou nada, ou seja, caso seu projeto não alcance a meta, o valor arrecadado é devolvido para quem contribuiu, e isso não gera nenhum custo pra você e nem para quem apoiou: ou todo mundo ganha, ou ninguém perde! #4 Comissão livre Você escolhe com quanto quer colaborar com a gente. Não tem pegadinha nessa frase, foi exatamente isso que você leu, você escolhe (= #5 Consultoria humana e personalizada Um dos pilares da Benfeitoria é o cuidado, aqui seu projeto tem consultoria personalizada de acordo com a natureza dele! Tá com um projeto para tirar do papel? Envie sua proposta pra gente clicando aqui. Será uma honra receber você e apresentar o admirável mundo novo do financiamento coletivo! Escrito por Paulo Henrique Reis, Consultor de Financiamento Coletivo da Benfeitoria

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Uma empresa que te incentiva a voar

Se você está em busca de um relato pessoal e quer saber mais sobre como uma relação humana com seus funcionários pode transformar a vida de uma pessoa, seja bem-vinda(o).  “A gente quer te ver voar” Foi o que eu ouvi há 01 ano atrás, quando apresentei uma proposta louca de trabalhar à distância dos Estados Unidos e fazer um curso de Marketing Cultural. E a Benfeitoria não só quis me ver voar, como vem me ajudando alcançar diferentes sonhos desde o meu primeiro dia na empresa. Desde abril de 2014, quando fui contratada como estagiária, recebi suporte e apoio para conquistar os meus objetivos, dentro e fora da empresa. Percebi que o Cuidado e Confiança, uns dos valores da empresa, iam além do discurso: elas estavam presentes do dia a dia da empresa.  E aqui estou eu, morando em NYC há 01 mês e seguindo o meu trabalho na Benfeitoria. Quando me mudei para cá, as pessoas duvidaram que eu continuaria trabalhando na mesma empresa, afinal dizem por aí que os Estados Unidos é um mundo de oportunidades. E, dentro de tantas oportunidades, percebi que nada é mais importante do que trabalhar com o que você acredita. Por isso estou aqui, escrevendo esse post para compartilhar com vocês que quando uma empresa te permite voar, você não quer ficar longe. Você vai, mas sempre querendo voltar e compartilhar os os novos aprendizados para um crescimento conjunto de equipe. Entrei na Benfeitoria em busca de estágio e encontrei propósito. Aqui, entendi que estar dentro de um lugar em que todos os funcionários acreditam na missão da empresa, isso te faz crescer como profissional; que estar em um lugar em que os sócios-fundadores entendem e incentivam que você tenha uma vida além do trabalho, te faz crescer como pessoa. E na Benfeitoria, quanto mais você cresce, mais espaço você encontra para inovar e fazer a Benfeitoria crescer junto com você. Para finalizar esse relato pessoal, só queria registrar que: Eu volto logo! <3

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QUEERMUSEU: O Financiamento Coletivo como resistência

Você lembra do Queermuseu? A exposição reabre no próximo sábado, dia 18 de agosto, e nós ficamos orgulhosos por aqui. Afinal, para que a exposição chegasse ao Rio, milhares de pessoas se mobilizaram contra a censura através da uma campanha de financiamento coletivo Queermuseu no Parque Lage, batendo o recorde de maior campanha de crowdfunding do Brasil. O projeto passou por uma consultoria especial da Benfeitoria, em parceria com o Bando, o que nos dá ainda mais orgulho de fazer parte dessa história: Foram R$1.081.176,00 arrecadados, com mais de 1.600 colaboradores. Mais de um milhão contra a censura Para a Benfeitoria, essa campanha é muito mais do que o seu recorde de arrecadação, ela é a prova de que o financiamento coletivo é muito mais do que o dinheiro. É uma ferramenta de posicionamento político, de resistência. Quando o prefeito do Rio de Janeiro afirmou que o carioca não queria o Queermuseu e, por isso, ela só aconteceria se fosse debaixo do mar, censurando a exposição que aconteceria no Museu de Arte do Rio (MAR), entendemos que o crowdfunding era a ferramenta pela qual o próprio carioca responderia, por si só, a pergunta: QUEM QUER QUEER? E o carioca quis. Queermuseu, mais do que financiamento coletivo… O Queermuseu não foi uma campanha que queria abordar o mérito artístico da exposição, mas sim reforçar que ninguém pode ser privado ou cerceado do acesso à expressão artística. A reabertura da exposição através da colaboração de mais de 1.600 pessoas foi um ato político contra a censura e em favor a liberdade de expressão e de escolha. Esse recorde alimenta o nosso propósito e nos mostra que, definitivamente, o financiamento coletivo é resistência.

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Ela não sai de mim

Amanhã a Benfeitoria faz sete anos. Há sete anos, decidi fazer meu primeiro projeto de financiamento coletivo com ela. Há cinco, decidi entrar para a equipe e dedicar a minha vida a ela. Há dois, decidi sair para buscar novos rumos. Hoje faço parte de um Bando que trabalha pelo desenvolvimento do financiamento coletivo. Junto com a Benfeitoria, batemos o recorde brasileiro no mês passado com a campanha Queermuseu no Parque Lage. Saí da Benfeitoria, mas ela não sai de mim. Dei para a Benfeitoria tudo que eu tinha: meu tempo, meu suor, meus sonhos, minhas ideias, minha dedicação e minha energia. O que recebi em troca foi infinitamente maior. Conheci novas pessoas, novos lugares, novos projetos, novas linguagens, novos repertórios, ações, conceitos, conhecimentos, redes, mobilizações, ferramentas, metodologias e técnicas. Me joguei na Benfeitoria. E ela mudou tudo na minha vida. Mudou, inclusive, minha maneira de me jogar nas coisas. Para mim, a Benfeitoria nunca foi um emprego. Nunca foi, na realidade, uma empresa. Talvez isso tenha nos levado a caminhos distintos. Afinal, no fim do mês, a conta precisa fechar para uma startup de tecnologia empreendendo em um ambiente de muita incerteza e volatilidade. A Benfeitoria é, sim, uma empresa. Uma ótima empresa! Cheia de gente competente, inteligente, honesta, batalhadora e criativa. Mas, acima disso, é uma missão. É um jeito de enxergar o mundo. E é por isso que ela não sai de mim. Mais do que a maior taxa de sucesso do mercado, o recorde do financiamento coletivo no Brasil ou o pioneirismo no financiamento Recorrente, a Benfeitoria é sobre a construção de um mundo diferente. Não necessariamente sobre mudar o mundo, mas sobre construir alternativas aqui e agora, na escala das nossas vidas, no nível das pessoas. Adoro a analogia da Amanda Palmer. Nas turnês da banda, ela costuma fazer couchsurfing, ficando hospedada no sofá dos fãs. Ela brinca que gosta de fazer crowdsurfing, se jogando do palco para ser carregada pela multidão. Além disso, bateu o recorde do crowdfunding na música em 2012 levantando quase US$1.2 milhão para um novo disco da banda. No final das contas, ela diz que couchsurfing, crowdsurfing e crowdfunding são a mesma coisa: se jogar no desconhecido e confiar que a multidão vai dar um jeito de te segurar. Empreender na Benfeitoria é exatamente a mesma coisa. São sete anos de estrada. Sete anos de aprendizados, desafios, dores, incertezas, conexões e muitas, muitas risadas. São sete anos se jogando no desconhecido e sentindo a multidão fazer a sua parte. A Benfeitoria é, acima de tudo, sobre pessoas se juntando para fazer coisas incríveis. Coisas impossíveis. Coisas irresistíveis. Somos essas pessoas. E somos bem mais numerosos do que se pode imaginar. Desculpem a invasão, Benfeitores. Aqui me sinto em casa.

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Crianças, já pra fora!

No ano passado terminamos o post em comemoração ao dia das crianças com a provocação: PRECISA CONTINUAR CRIANÇA PARA CONTINUAR SONHANDO? Esse ano celebramos o dias das crianças com o nascimento de um sonho de mãe e a mais nova cria da Benfeitoria, que mostra que podemos continuar sonhando como crianças, mesmo crescidos. A BEBÊNFEITORIA é um negócio social que nasceu de um sonho da Tati, nossa fundadora, voltado para ajudar mulheres na dupla missão de criar filh@s melhores para o mundo – e um mundo melhor para os filh@s. Um sonho que ganhou vida através de 88 Benfeitores que colaboraram na campanha de financiamento coletivo – com 2 metas batidas – e de uma parceria com a Touts. Dá só uma olhada! Celebrando os Bebênfeitores Nesse Dia das crianças apresentamos a primeira coleção Bebênfeitoria de bodies para bebês que trazem provocações de mudanças ou “Reboots” de comportamentos que precisamos adotar com nossas crianças, em forma de frases para vestir! Podemos apostar que você adoraria olhar uma foto sua de infância usando algum desses! ? Pense num serzinho capaz de reprogramar toda uma vida? Acreditamos que as crianças re-pro-gra-mam nossas vidas – e certamente serão as responsáveis por reprogramar o mundo. Como diz a Tati, Maternidade e paternidade: o maior Reboot que podemos viver. Infância: um período único de descobertas e curiosidades, quando tudo ainda era muito novo pra nós. Crianças são beta testers desse mundão. Fica a reflexão: bebês precisam ser educados ou acolhidos? E acolher é também sobre conviver, em vez de competir. É sobre inspirar as novas gerações a ter cuidado ao agir, sem dúvidas de que, na vida, devemos amar pessoas e usar coisas. Nunca o contrário. E fechamos com um body provocador, pra fazer pensar. Nascemos com infinitas possibilidades =) E não é preciso ter pouca idade para se permitir ser transformad@ pela sua criança interior. Enquanto puder sorrir e brincar, ainda há tempo! Coloque seus sonhos em prática! E se precisar de uma ajuda, o Financiamento Coletivo é uma alternativa. Saiba mais em benfeitoria.com FELIZ DIA DAS CRIANÇAS! Visite a Loja e conheça a coleção completa e a proposta do projeto em: bebênfeitoria.com Se inspire e conte para outras mães! Bônus track – ou porquê o título desse post é crianças, já pra fora? Inspirada no TEDx do pediatra Dr. Daniel Becker  – sobre os pecados cometidos contra infância – Crianças: Já pra fora! é uma ordem convidativa que aponta para o espaço “ao ar livre” como o melhor lugar para brincar, viver e se conectar com o mundo e com os outros. Vale a pena assistir e refletir!

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Vida como ela é – a lógica do status quo

A lógica do status quo é realmente poderosa. Ainda me surpreendo com ela quando rompo a minha própria e tiro um tempo para refletir sobre certos comos e porquês.  Somos moldados desde quando fazemos parte apenas de um imaginário a sermos do jeito que devemos ser, a agirmos da forma como julgam adequado, a sonharmos com metas pré-determinadas e a aceitarmos “a vida como ela é”. Pois bem. A vida-como-ela-é é assim… nascemos, crescemos, frequentamos o colégio, buscamos a glória do diploma da faculdade e depois a estabilidade de um trabalho adequado que carregue em suas 8 horas diárias a permissão para mantermos uma família idealizada com hábitos de consumo bastante questionáveis. Tudo bem, tudo bem… nem todo mundo é assim, é claro. Mas a tal lógica do status quo, fantasiada de um cliché sufocante mascarado nas cobranças daquela tia avó na festa de Natal que não consegue entender o-que-você-com-25-anos-está-fazendo-que-ainda-não-tem-uma-noiva-e-não-está-empregado-numa-grande-corporação, acaba colocando um pesinho nas asas até dos mais sonhadores. (Aliás, pare e reflita: a tal lógica é tão, mas tão poderosa, que até mesmo a vida-como-ela-é que aqui questiono é um privilégio, um privilégio de pouquíssimos). Enfim. A vida-como-ela-é pode não ser muito prazerosa, e em grande parte das vezes, é bastante cansativa. Mas é assim… fazer o quê? Faz parte: essa lógica nos impõe trocas. Se você quer ser feliz, precisa consumir. Se quer consumir, precisa trabalhar. E se precisa trabalhar, bem… não dá para exigir prazer do nosso campo profissional, não é mesmo? Por isso, somos moldados a acreditar que certos sacrifícios são, além de aceitáveis, justificáveis. E a vida-como-ela-é continua assim sendo, até não ser mais. Pois bem. Não aguentei deixá-la ser até deixar de ser. A minha vida só foi como-ela-é por duas décadas. No auge dos meus 20 anos, percebi que meus sacrifícios não eram justificáveis. Que não havia nada de aceitável em uma rotina diária de cinco horas numa faculdade que pouco me inspirava, seis num trabalho que eu detestava e mais três num trânsito que só não era mais detestável porque parecia, de certa forma, uma metáfora da minha própria vida: parada ou perseguindo trajetórias pré-determinadas. Olha, você não precisa acreditar em Deus, mas tendo a dizer ser impossível escapar da crença numa força incrível que rege o universo e que nos coloca exatamente onde precisaríamos estar. Foi essa força que me colocou diante de um post no Facebook, no dia 16 de junho de 2015, que, no auge dos meus 20 anos, no auge dos meus sacrifícios questionáveis, me apresentaria uma lógica que deixava o status quo – da vida e do mundo – no chinelo. Equipe de projetos da Benfeitoria CONTRATA! Completei, neste mês, um ano imersa em vida nova. Um ano de vida-como-eu-quero-que-seja. Um ano de empoderamento: o meu caminho de trabalho, de prazer, de sonho, de consumo e de ação é benfeitor. Tendo a acreditar que a Benfeitoria não é só uma empresa que disponibiliza e inova, como negócio, uma dinâmica inegavelmente poderosa: o financiamento coletivo. Muito mais do que isso, a Benfeitoria é como time e corpo orgânico uma dinâmica própria tão poderosa quanto. Somos e tentamos ser a mudança que queremos ver no mundo, a vivência em si da cultura que queremos fomentar: do carinho, do cuidado, da colaboração. Encontrei no meu ano benfeitor, não colegas de trabalho, mas amigos e companheiros de caminhada. Encontrei no meu ano benfeitor não só a oportunidade de dar consultoria para a arrecadação dos projetos deslancharem, mas a minha oportunidade própria de arrecadar felicidade e esperança em forma de histórias lindas e relatos de sonhos realizados. Encontrei no meu ano benfeitor a consolidação do meu sonho de empatia e propósito vividos em tempo integral – e em âmbito profissional – e mandei um beijinho no ombro para todos que me disseram que isso não era possível. Encontrei no meu ano benfeitor inspiração suficiente para dar para todos aqueles que mesmo fora da Benfeitoria querem levar um pouquinho da cultura benfeitora para suas vidas e trabalhos. Hoje, a rotina de cinco horas na faculdade se mantém e se encaminha para o fim, as seis horas no trabalho ainda existem – com muito prazer, e o caminho de volta para casa é em cima da bike. Se o trânsito de antes era metáfora, a bicicleta também o é: sou eu a dona da minha velocidade e do meu caminho. E mais: estou com a vida-como-eu-quero-que-seja em movimento. Vivo há um ano a mudança benfeitora que quero ver. Sai do trânsito você também!

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