Registros publicados em novembro, 2019
Mulher: Trabalhe com(o) uma
Neste dia da mulher, já somos 54% do time da Benfeitoria e contando… Há poucos meses atrás esse era um pensamento que rondava minha cabeça: “imagina que incrível trabalhar um dia em uma empresa onde a igualdade de gênero é uma realidade! Hmm, quem sabe daqui há uns 10 anos”. Corta a cena para junho de 2019: comecei na Benfeitoria em um momento de crescimento, junto comigo entraram mais 4 mulheres e hoje somos 54% do time. E vai além do equilíbrio no número de funcionários – aqui a palavra cuidado é a base da cultura interna e isso é fundamental para que possamos falar sobre esse tema com a profundidade necessária. Infelizmente, a importância da igualdade de gênero no mercado de trabalho está longe de ser integralmente compreendida, quanto mais colocada em prática. Desde que a nova onda feminista ganhou força nos últimos 5 anos, o assunto foi aos poucos ganhando espaço também dentro das empresas. O aumento da consciência sobre o abismo entre homens e mulheres no mundo corporativo fez com que surgissem diversas iniciativas para correr atrás de um prejuízo de décadas. No entanto, as mudanças são muito lentas e muitas vezes superficiais. Segundo o Fórum Mundial Econômico, vai demorar 100 anos para que a diferença salarial desapareça, por exemplo. 100 ANOS! 1 SÉCULO! Será mesmo que precisamos esperar tanto tempo? Ir na raiz do problema pode agilizar esse processo. Mas, é incômodo porque necessariamente toca em pontos que ultrapassam o dia a dia do trabalho: divisão de tarefas domésticas, responsabilização e cuidado compartilhado de filhos, maternidade real, abandono paterno, relacionamentos abusivos, síndrome da impostora, assédio moral, violência contra mulher, entre muitos outros. Ué, mas precisamos falar de tudo isso para ter igualdade de gênero no trabalho? Não basta contratar mais mulheres, equiparar salários e apoiar as mulheres para que cheguem a cargos de liderança? Sim, isso é fundamental! Entretanto, esse é só um dos passos. É sempre bom relembrar que não somos números, somos humanos. Não existe igualdade de gênero no trabalho isoladamente do que acontece nas outras áreas da nossa vida. Não existe porque sem uma transformação profunda, não há sustentação. Estamos falando de um país onde 5,5 milhões de pessoas não tem nem sequer o registro do pai na certidão de nascimento e existem 11,6 milhões de mães solo, segundo o IBGE. E nesse sentido é ainda mais incrível o que a Benfeitoria construiu e vem construindo. É aqui que entra o cuidado – difundido em tudo que fazemos – mas que nesse caso se faz presente em uma rede de mulheres conscientes e atentas, para o que acontece dentro e fora. Mulheres que constroem um espaço de escuta muito importante que eu nunca tinha visto nos outros lugares que trabalhei. Além disso, existe um afeto real e uma possibilidade de conciliar a vida pessoal, mesmo e principalmente, quando algumas situações te atropelam, viram tudo de cabeça para baixo e você precisa de tempo para se recompor. Há também a valorização da criação compartilhada de soluções que sejam melhores para todos. Tudo isso é fundamental porque mesmo que você não tenha a menor ideia, a mulher que está do seu lado provavelmente já viveu ou vive situações de assédio, violência e abuso psicológico. Ou então, não confia em si mesma porque cresceu escutando que nunca poderia conquistar nada por ser mulher. Ou simplesmente está exausta porque tem que cuidar de uma criança sozinha e trabalhar para sustentar a casa, enquanto lida com as feridas emocionais de ser mãe solo. Por isso, precisamos sim de mais espaço e valorização, mas muito além, é fundamental inundar todas as empresas com cuidado, escuta e afeto, sem nenhum medo de que isso nos torne menos profissionais. Na verdade, isso nos torna mais humanos e empáticos, qualidades hoje super valorizadas pelas empresas que já entenderam uma frase que eu amo de Carl Jung: “Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana.”
#DoaRio – Campanhas para apoiar no Dia de Doar
Inspirados pelo Dia de Doar, criamos o Canal #DoaRio, ação que reúne projetos que desejam transformar a cidade do Rio num lugar melhor. Anota na agenda, no planner, serve até colocar o alarme no celular que na próxima terça-feira, 03 de dezembro, é Dia de Doar. Esse é um dia super especial para todos nós da Benfeitoria, dia de propagar a onda da mobilização do coletivo por todos os cantos da cidade. Mas antes da gente explicar como você pode começar fazendo a diferença hoje mesmo, sabe por que essa data foi criada? Onde tudo começou O Dia de Doar começou no Brasil em 2013, um ano depois da primeira edição, nos Estados Unidos. A partir de 2014, o Brasil passou a fazer parte do movimento global, que hoje conta com 55 países participando oficialmente, e ações sendo realizadas em mais de 190. Pelo mundo, o Dia de Doar tem nome de #GivingTuesday, que significa “terça-feira da doação”. A data surgiu como uma resposta ao consumismo promovida no período pela Black Friday. Como participar? O #DoarRio surgiu como junta de esforços para transformar a realidade da cidade, através de um grupo de organizações. Os cariocas são convidados a demonstrar seu apoio e seu amor pelo Rio, fazendo a sua doação para projetos locais. Uma verdadeira “Liga do Bem” no canal com mais de dez projetos com tema social e cultural voltado para crianças. Dentre eles estão: Instituto Phi, Instituto Desiderata, Saúde Criança, Rede Cruzada, Instituto Apontar, Instituto da Criança, Solar Meninos de Luz, Instituto Ekloos, Semeando Amor, Efeito Urbano, Instituto Mundo Novo, Sparta, Agência do Bem, Cia 2 Banquinhos e Educar+. Os recursos serão destinados ao financiamento dos projetos destas instituições, que vêm atuando em várias frentes, como saúde, geração de renda, educação, cidadania, cultura, direitos humanos e no fortalecimento do Terceiro Setor, atuando para a promoção do bem coletivo da população carente do Rio de Janeiro. Mas não perde tempo, viu, pois eles só ficam na plataforma até o dia 3 de dezembro, Dia de Doar. Clica aqui e colabore! (=
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