Registros publicados em setembro, 2019
Festival do Rio e Benfeitoria juntos pelo Cinema!
Após 20 anos de história, o Festival do Rio enfrenta o seu maior desafio em termos financeiros e, esse ano, corre o risco de não acontecer. Não é a primeira vez que vemos a cultura ameaçada por cortes de verba. Esse ano, por exemplo, tivemos aqui na Benfeitoria a campanha de crowdfunding do Festival Anima Mundi, que foi viabilizado através da força do coletivo com a colaboração de mais de 2 mil pessoas! Mais uma vez, o financiamento coletivo é visto como uma alternativa possível, uma ferramenta potente para botar pra fazer e fomentar a cultura na cidade do Rio. O Festival do Rio é referência na América Latina, além de ser considerado patrimônio cultural do país. Ao longo de suas edições, ele construiu uma verdadeira família apaixonada pela arte, pelo cinema e pelos encontros que ocorrem dentro e fora das telas. Além disso, movimentou e celebrou a indústria do audiovisual. Em 20 anos, foram mais de 8.000 filmes para um público de cerca de 5 milhões de espectadores, de todos os públicos, faixas etárias e classes sociais. Para continuar essa história precisamos do seu apoio! Temos até o dia 21/10/19 para arrecadar, pelo menos, R$ 500 mil e garantir a vinda de filmes, talentos e públicos neste ano. Se batermos a meta, o Festival acontece. Se não chegarmos lá juntos, todo mundo que apoiou a campanha recebe seu dinheiro de volta. É tudo ou nada! Somos muitos pelo Cinema. Vem com a gente e faça parte do Festival do Rio!
Favela Orgânica: cozinha inclusiva e criativa no Morro da Babilônia e Chapéu Mangueira
Confira a história da Regina Tchelly, criadora do projeto favela orgânica, em entrevista para o Blog da Benfeitoria. Nunca se falou tanto em aproveitamento de alimentos como hoje, mas há oito anos atrás, quando o assunto parecia uma realidade muito distante, Regina Tchelly, paraibana de Serraria, teve uma ideia mirabolante e criou o Favela Orgânica. O projeto, que neste mês faz aniversario, aproveita cascas, talos, sementes; tudo aquilo que normalmente é descartado na culinária tradicional, e transforma em receitas criativas, saborosas e nutritivas. De 2011 pra cá, muita coisa rolou. Ao chegar no Rio, em 2011, Regina começou a trabalhar em uma casa como empregada, e ao ir à feira, se deparou com uma realidade muito preocupante (e infelizmente ainda atual), o desperdício. Não é à toa que ocupamos a décima posição entre os países que mais desperdiçam alimentos no mundo, segundo estimativa do Instituto Akatu realizada em 2016. Através desse cuidado com os alimentos, o projeto Favela Orgânica começou a ganhar forma, e as simples idas à feiras tomaram um rumo muito maior do que ela imaginava. A cozinheira começou a pedir aos feirantes os alimentos descartados, e a partir disso, começou a criar e ressignificar novos sabores, além das diversas formas de manusear os alimentos. Dessa forma, Regina descobriu uma nova relação com o alimento e a como ser uma “cozinheira diferente”. E a sua nova relação com a comida não parou por aí. Regina entendeu que a questão não era apenas alimentar e sustentável, como também social. Na esfera social – o favela orgânica contribui para a diminuição do desperdício – no sustentável, aproxima os pequenos produtores agrícolas da cidade e no cultural, questiona alguns hábitos bem presentes na mesa dos brasileiros. “Se não tem proteína na mesa, seja carne ou frango, não há fartura.” Tudo isso motivou Regina cada dia mais a ingressar de vez na gastronomia alternativa, que a tornou mundialmente conhecida pelas suas mais famosas invenções como o arroz colorido de casca de banana-verde. Para que o projeto Favela Orgânica continue existindo e valorizando uma comida de verdade, (sem rótulos, para todos e para todas as classes sociais), precisamos da sua ajuda. Esse ano o projeto enfrenta mudanças e desafios estruturantes, e por isso foi criada uma campanha de crowdfunding para torna-lo financeiramente sustentável. Clique aqui e mantenha as aulas sobre o ciclo da vida e ciclo do alimento – da origem ao fim – existindo para os moradores da Babilônia e do Chapéu Mangueira, na Zona Sul do Rio de Janeiro. O favela orgânica é um projeto muito necessário para a sobrevivência do planeta. Regina Tchelly
A Benfeitoria só aceita projetos sociais?
Essa é uma das primeiras perguntas que ouvimos quando falamos sobre nós. A verdade é que aceitamos diversos tipos de projetos na Benfeitoria, e não só projetos sociais. A gente gosta mesmo é de ideias potentes que tragam impacto positivo para o mundo. Arte, Cultura, Educação, Sustentabilidade… As categorias das campanhas de financiamento coletivo que vão para o ar são diversas. Quer saber se o seu projeto se encaixa ou não aqui na Benfeitoria? Para tirar seu projeto da gaveta, sem dúvidas, criamos um infográfico para você ficar por dentro dos tipos de projetos da Benfeitoria e começar a sua campanha hoje mesmo! Mas e depois? Como faço para publicar meu projeto? Texto No texto de descrição, é importante contar sobre o que é o projeto, apresentando o histórico, os envolvido e os objetivos da sua campanha de Financiamento Coletivo. Use ilustrações e imagens a seu favor, pois elas chamam atenção para o conteúdo. Produza imagens próprias, mostre fotos ou esboços das recompensas para que elas fiquem irresistíveis. Afinal de contas, uma imagem vale mais que mil palavras! Vídeo Estamos na era da imagem, e por isso ter um material que fale por si só do seu projeto, é fundamental. O vídeo deve ter duração de (1 a 3 min), explicando como funciona a dinâmica do Tudo ou Nada – sem a meta batida o projeto não acontece – e sobre as recompensas (5 e 8 opções). Finalizando a campanha E por fim, escolha o tempo de duração da sua campanha, de 01 a 60 dias. Com base na nossa experiência, sugerimos 45 dias como tempo ideal de arrecadação, pois esse período garante que a campanha continue fresca (sem ser rápida ou longa demais) e não sature a sua rede de pessoas com uma longa divulgação. Fica tranquilo(a)! Do início ao fim do projeto, a nossa equipe de Consultoria vai ajudar explicando como produzir e enviar os itens necessários. Agora sim! Agora que você já sabe mais sobre os tipo de projetos que passam na Benfeitoria, seu projeto já tá pronto para voar! Para começar o rascunho da sua campanha, clique aqui. Além dessas dicas, você também pode conferir nosso material completo sobre crowdfunding, o UFC – Universidade do Financiamento Coletivo, basta clicar aqui. Está pensando em fazer uma campanha de financiamento coletivo? Conta pra gente, aqui nos comentários, em qual categoria o seu projeto se encaixa!
Gaia Education O curso que, já no primeiro dia, mudou o rumo da minha vida.
Desde que começou no Rio, em 2009 (turma da qual eu e Murilo, por acidente ou generosidade de NSDF, participamos), o Gaia Education tem tocado profundamente todos que por ele passam. Não conheço um Gaiano ou Gaiana que não tenha se transformado depois do curso. E, hoje em dia (10 turmas e “uma Benfeitoria” depois), conheço muitos. Só gente muuuito especial. Nunca diria, no dia em que cheguei para fazer o curso, que seria isso tudo. Achava que era só um curso cool sobre sustentabilidade – palavra da moda, na época. Na véspera, eu e Murilo saímos na hora do almoço para buscar a mãe dele no Solar das Palmeiras, onde ela estava expondo algumas de suas pinturas. (minha sogra é um máximo! 😉 Lá vimos um cartaz: curso de design em sustentabilidade. Na época, trabalhávamos no marketing da Coca-Cola e estávamos querendo algo diferente pra nos atualizar… ligamos. “Oi, estou ligando a respeito do curso Gaia que começa amanhã. Ainda tem vaga? Sim Quanto custa? Depende”. Depende?? Como assim? Era a primeira vez que ouvia falar de valor solidário (e hoje a Benfeitoria trabalha com co-missão livre!). No dia seguinte, estávamos lá, eu e Murilo, 30 min atrasados, como sempre. Quando chegamos, tinha uma sala com 70 pessoas… dançando em roda. Não podia ser ali. Fomos para a outra sala, perguntamos pra o segurança, que confirmou: aquela era a turma do nosso curso de design em sustentabilidade. Na hora, pensamos em ir embora. “Bando de ecochatos”… Mas o pessoal começou a sentar e tinha lugar perto da saída [de emergência]. Então, já que estávamos ali já (e era longe de casa), decidimos ficar mais um pouco — não sem antes combinar de sair de fininho, caso ficasse chato demais. E aí começou. Entra em cena ninguém menos que May East, uma das mulheres mais extraordinárias que já tive a chance de testemunhar em ação, conduzindo uma turma daquele tamanho com absoluta maestria. Ela misturava dados científicos com insights humanos, tocando meu lado emocional e racional de forma tão sutil, ritmada e poderosa, que parecia um balé. Foi uma experiência transformadora e radical (mexeu na raíz) chegar lá com aquela empáfia, julgando a turma de ecochata, e sair tão impactada. Digo, até hoje, que foi o dia que mais mudou o rumo minha vida. Uma amiga querida um dia me chamou atenção perguntando se não foi o dia em que me tornei mãe. Não foi. O dia em que me tornei mãe foi um dos mais emocionantes, lindos e importantes da minha vida. Mas eu sempre soube que queria ser mãe. O Gaia despertou em mim desejos (e críticas) que não existiam até então. Sensibilizou meu olhar para o outro — e para o todo. Passei a ver (e buscar reparar) coisas que não via. Mudou, simplesmente, a minha forma de enxergar e atuar no mundo. Como? Eles tentam explicar mais aqui. Mas há coisas que não se explicam em um texto, metodologias ou certificados. E eles têm muitos: estão presentes em 54 países, são chancelados pela UNESCO, contribuÍram ativamente para a construção dos ODS das Nações Unidas… Algumas coisas, só vivenciando. Pois é na troca e entrega daquelas pessoas — seus sonhos, esperanças, medos e conhecimentos — que se forma algo quase mágico: um campo potente e seguro para a real (des)aprendizagem. A turma de 2019 começa semana que vem, dia 04 de setembro. Se você leu até aqui, talvez também seja um sinal de Nossa Senhora dos Fluxos (NSDF) para que procure saber mais… 😉 Informações e inscrições em terrauna.com.br/gaiario2019 Texto publicado originalmente em https://medium.com/@tatileite
Refúgio 343 – Crowdfunding acolhe famílias de refugiados venezuelanos
Mais de 290 benfeitores já contribuíram com o projeto que irá apoiar financeiramente refugiados da Venezuela. Um quarto da população venezuelana precisa de ajuda humanitária devido a falta de acesso a alimentos e medicamentos, segundo um informe interno da ONU. Isso significa que sete milhões de pessoas são forçadas pela crise socioeconômica e política a sair do seu país de origem. Por isso foi criada a campanha Refúgio 343, que tem como objetivo acolher e amparar os refugiados em parceria com a ONG Fraternidade Sem Fronteiras (FSF) via financiamento coletivo. Enquanto tudo isso acontece logo ali ao lado, o Brasil já recebeu 168 mil venezuelanos, se tornando o 5º país que mais abre as portas. Que nem sempre estão tão “abertas” assim, já que o percurso dos venezuelanos até Pacaraima (RR), cidade que faz fronteira com a Venezuela, é longo e perigoso. A primeira família apoiada, chegou em uma data muito especial, 20 de junho, Dia Mundial do Refugiado. Tajires, Hector e os dois filhos Hector (12) e Tyler (5), que ganharam um novo lar pra chamar de seu, depois de 1 ano vivendo no abrigo da FSF em Boa Vista. Para continuar tornando esse sonho possível para outras 10 famílias, o projeto precisa arrecadar 200 mil reais, que serão usados para oferecer qualidade de vida e custear os gastos básicos das famílias como, aluguel do apartamento, emprego, matrícula escolar, saúde e acompanhamento psicológico. Entenda como cada valor será usado: R$ 40 – Água por 1 mês R$ 70 – Luz por 1 mês R$ 200 – Alimentação para 1 semana R$ 200 – Cuidados de saúde por 1 mês R$ 800 – Alimentação para 1 mês R$ 1000 – Aluguel de um mês R$ 6000 – Aluguel por 6 meses R$ 10.000 – Custo total da família por 3 meses R$ 20.000 – Custo total da família por 6 meses O projeto que vai até o dia 09 de setembro, já alcançou 84% da meta até agora e conta com o seu apoio nessa reta final! Veja como a sua colaboração pode impactar vidas: Saiba mais sobre o projeto clicando aqui e vem fazer parte dessa história com a gente!
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